sábado, 6 de setembro de 2014

Africa Oriental e Ocidental


Introdução

A África é um continente de grandes contrastes. Foi nele que, segundo as evidências científicas de que dispomos hoje, surgiu a espécie humana. Sua população, em 2011, beirava 1 bilhão de habitantes. Para facilitar a navegação dividimos o mapa do continente africano em três partes: Ocidente, Oriente e Sul.

África Oriental

A África Oriental é a parte da África banhada pelo Oceano Índico e inclui, não só os países costeiros e insulares, Comores, Djibouti, Eritreia, Etiópia, Quénia, Seychelles, Moçambique, Somália e Tanzânia, mas também alguns do interior, como Burundi, Ruanda e Uganda, além de Zimbabwe, Zâmbia e Malawi, herdeiros independentes da antiga Federação da Rodésia e Niassalândia, são igualmente incluídos nesta definição de sub-região estatística da ONU.

Por vezes, Sudão e Egipto são também considerados parte da África Oriental. Além disso, Madagáscar e países da África Austral, são também considerados parte da África Oriental.
A África Austral, também chamada de África Meridional ou Sul de África é a parte sul de África, banhada pelo Oceano Índico na sua costa oriental e pelo Atlântico na costa ocidental.

Organizações regionais

Estes países estão associados em várias organizações:
- No Mercado Comum da África Oriental e Austral (COMESA - Common Market of Eastern and Southern Africa),
- Na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC é a sigla do nome da organização em língua inglesa: Southern Africa Development Community),
- Na Comunidade da África Oriental (EAC - East African Community) uma união política, social e económica com uma história que remonta à colonização e que agrupa três estados: Quénia, Tanzânia e Uganda

História da África Oriental

A divisão da África em regiões não se baseia apenas em critérios geográficos, mas também históricos e políticos. É necessário conhecer a história da África para compreender esta região, a África Oriental, tão diversificada e rica em culturas, povos, paisagens naturais e línguas.
Do ponto de vista histórico-geográfico, todos os actuais países africanos que são banhados pelo Oceano Índico – desde a Somália à África do Sul – partilham uma longa história de contactos entre si e povos de outros continentes, principalmente da Ásia, com os quais tiveram relações desde os primeiros tempos da história.

No entanto, essa história de contactos não se limita aos povos que viviam nas regiões costeiras de África, uma vez que era no interior do continente que se encontrava a maior parte dos recursos que faziam parte dum alargado comércio: primeiro, o ouro, depois o marfim e, finalmente, os escravos. Por isso, a “região” incluiu sempre, não só os países costeiros, mas também países como a fértil Etiópia, o rico Zimbabué e o imenso Congo.

Com a colonização europeia da África, a África Oriental passou a ser administrada fundamentalmente pelo governo britânico. Mas com bolsas de dominação para os países que participaram na Conferência de Berlim 1885 – Portugal reteve Moçambique (África Oriental Portuguesa), a Alemanha o Tanganica, e a Bélgica o Congo Belga (hoje República Democrática do Congo), o Ruanda e o Burundi, depois da derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial.

No entanto, mesmo o poderoso Império Britânico precisava de subdividir o seu domínio para melhor o administrar. Uma dessas subdivisões foi a “East Africa High Commission”, que integrava as colónias do Quénia e Uganda; mais tarde, com a derrota da Alemanha na Primeira Grande Guerra, o Tanganica foi também incorporado. Esta subdivisão histórica deu origem à Comunidade da África Oriental, que teve uma história complexa, depois das independências, mas foi recentemente reabilitada pelos três países como uma organização de integração sub-regional.

Para os Estados Unidos, e principalmente para os afro-americanos, a África Oriental é percebida como o conjunto dos países e povos que falam kiSwahili, novamente incluindo não apenas os três países da Comunidade da África Oriental mas também o Ruanda, o Burundi, o leste do Congo e o norte do Malawi e de Moçambique.

África Ocidental
A África Ocidental é uma região no oeste da África, que inclui os países na costa oriental do Oceano Atlântico e alguns que partilham a parte ocidental do deserto do Saara.
Os países que são normalmente considerados parte da África Ocidental são:
Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Tigresa e Togo.
Os países insulares desta região e alguns do Golfo da Guiné, normalmente considerados parte da África Central, são para alguns efeitos, incluídos nesta sub-região:
Camarões, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Gabão e São Tomé e Príncipe.

Antigas fronteiras coloniais formaram a base das atuais fronteiras entre estes países, muitas vezes dividindo culturas e etnias entre vários países.
A sub-subregião que estabelece a transição entre o deserto do Saara e a região equatorial é denominada Baculejo.

Organizações regionais

15 países desta região encontram-se unidos numa organização de integração regional, a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (ou ECOWAS, da sua denominação em inglês, Economic Community of West African States).
Por outro lado, sete destes países agregam-se na União Económica e Monetária dos Estados da África Ocidental, com a sigla UEMOA, e partilham a mesma moeda, o franco CFA.

Conclusão

A África é o terceiro continente mais extenso (atrás da Ásia e da América) com cerca de 30 milhões de quilômetros quadrados, cobrindo 20,3 % da área total da terra firme do planeta. É o segundo continente mais populoso da Terra (atrás da Ásia) com cerca de um bilhão de pessoas (estimativa para 2005 ), representando cerca de um sétimo da população mundial, e 54 países independentes.


Consequências das Chuvas ácidas

Introdução

As chuvas ácidas são um fenómeno atmosférico que teve origem na acção humana. É frequente que aconteçam fenómenos de precipitação na atmosfera, principalmente sob a forma de chuva, neve ou granizo. Os fenómenos de precipitação têm geralmente um pH de acidez leve, O pH ou potencial de hidrogênio iônico, é um índice que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de um meio qualquer. As chuvas ácidas caracterizam-se por uma acidez acima da média, uma acidez muito significativa e com valores superiores aos normais. Este fenómeno tem vindo a ser cada vez mais significativo, e é um problema que gera enormes discussões e acções de sensibilização no sentido de levar a população a contribuir para um planeta melhor e para permitir um desenvolvimento sustentavel.

Formação das chuvas ácidas

As chuvas ácidas formam-se por reacções químicas que que ocorrem na atmosfera. A água, como elemento natural, possui já alguma acidez caracteristica. Essa acidez resulta de reacções entre o dióxido de carbono e a água.
Por outro lado, reacções em que compostos de enxofre e azoto reactivo são agentes activos, irão provocar um aumento de acidez da água, para valores muito superiores aos valores considerados normais.
Isto acontece porque o resultado dessas reacções são ácidos como o ácido sulfúrico e nítrico, que são ácidos com efeitos bastante negativos e devastadores.
Deste modo, as causas que levam a formação de chuvas ácidas são tudo aquilo que esteja directa ou indirectamente relacionado com a emissão destes elementos. A incidência deste fenómeno acentuou-se na época da Revolução Industrial, com o crescimento da indústria e de fábricas.
Como é do conhecimento geral, muitas das indústrias utilizam combustiveis que após gerarem energia são libertos para a atmosfera sob a forma de gases, como é o caso do carvão, centrais termoeléctricas e o tráfego automóvel excesso.

Zonas Mais Afectadas Pelo Fenómeno

As chuvas ácidas fazem-se sentir um pouco em todos os lugares do planeta. No entanto, há zonas com maior incidência da ocorrência deste fenómeno. Essas zonas são as seguintes: Europa, Estados Unidos da América, Canadá e China.

Como podemos observar, este fenómeno está directamente relacionado com a poluição e industrialização, pois ocorre com maior frequência nas zonas mais evoluidas do planeta em termos industriais.

Consequências para a saúde humana

As chuvas ácidas são um fenómeno com consequências negativas e graves. Essas consequências afectam a saúde humana, agricultura (culturas e solos), aguas e edificios.
Estudos provaram que as chuvas ácidas têm implicações directas e indirectas na saúde da população humana. Este fenómeno pode provocar problemas de pele, aumentar a taxa de mortalidade e aumentar o risco de morte por doenças cancerígenas.
Isto acontece directamente devido às partículas resultantes dos ácidos que se encontram no ar e indirectamente devido ao consumo de água possivelmente provenientes de chuvas ácidas.

Consequências para a agricultura

Devido aos ácidos provenientes das chuvas ácidas muitas árvores e plantações podem ver as suas estruturas corrompidas, o que fará com que a planta afectada transporte nutrientes de forma deficiente ou chegue mesmo a perder determinados nutrientes essenciais para a sua vida.
 Quanto aos solos, estes ficarão com uma acidez acima do normal, o que poderá levar a morte de determinadas bactérias e microrganismos fundamentais para o aparecimento e desenvolvimento de espécies de plantas.

Consequências para as águas

A água que se encontra nos rios, lagos e no mar é proveniente da chuva. Se a chuva é ácida, a acidez das águas terrestres irá tambem aumentar. Isto poderá levar á morte de alguns peixes e provocar problemas na saúde humana, que é consumidora da água como sendo um recurso essencial. Assim, as chuvas ácidas contribuem para a diminuiçao da biodiversidade e qualidade da água de consumo.

Consequências para os edificios
Materiais de construção como o calcário são facilmente corroídos por ácidos como o ácido sulfúrico. A queda excessiva deste ácido fará com que o calcário se dissolva e poderá a longo prazo levar ao calapso de infra-estruturas e locais de passagem de peões, como é o caso dos passeios públicos, que são na sua maioria concebidos usando calcário.

Conclusão

Em suma para reduzir o problema das chuvas ácidas é necessario o esforço de toda a populaçao a uma escala planetária. Genericamente, é necessário reduzir tudo aquilo que provoque a emissão de poluentes para a atmosfera. Algumas medidas a tomar poderão ser a diminuição da emissão de gases pela indústria, a utilização de materias economicos e amigos do ambiente, uso de transportes públicos em vez de veiculo individual, usar fontes de energia menos poluentes e investir em energias renováveis.


Discurso Direto, Indireto e Livre

Introdução 

As enunciações dos textos narrativos variam de acordo com a intenção do discurso. São classificados em três tipos de discursos: Discurso Direto, Discurso Indireto e Discurso Indireto Livre. Amplamente estudados pela gramática tradicional, que designam três modos de reportar ou citar um ato de enunciação. Segue-se uma descrição precisa de cada um dos processos.

Discurso Direto

O discurso direto é a reprodução de maneira direta da fala das personagens, ou seja, a reprodução integral e literal, introduzida por travessão. Nessa estrutura, as falas são acompanhadas por um verbo declarativo, seguido de dois pontos e travessão. Sintaticamente, o conteúdo da fala funciona sempre como objeto direto do verbo declarativo.
O discurso é direto quando são as personagens que falam. O narrador, interrompendo a narrativa, põe-nas em cena e cede-lhes a palavra. Exemplo:
"- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia.
- Ninguém se mexe! – ordenou ele.
Neste tipo de discurso as personagens ganham voz. É o que ocorre normalmente em diálogos. Isso permite que traços da fala e da personalidade das personagens sejam destacados e expostos no texto. O discurso direto reproduz fielmente as falas das personagens. Verbos como dizer, falar, perguntar, entre outros, servem para que as falas das personagens sejam introduzidas e elas ganhem vida, como em uma peça teatral.
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito comuns durante a reprodução das falas.
Exemplos:
Foi até sua casa a fim lhe contar o ocorrido. No trajeto, viu Maria de longe, acenou e gritou:
 —Preciso falar com você urgente!!!
 Maria respondeu:
 — Estou trabalhando agora, depois te ligo, tudo bem.
"Virgília ouvia-me calada; depois disse:
- Não escaparíamos talvez; ele iria ter comigo e matava-me do mesmo modo."
"- Quer comprar alguma coisa? disse ela estendendo-me a mão."

Discurso Indireto

O discurso indireto é definido como o registro da fala da personagem sob influência por parte do narrador. Nesse tipo de discurso, os tempos verbais são modificados para que haja entendimento quanto à pessoa que fala. Além disso, costuma-se citar o nome de quem proferiu a fala ou fazer algum tipo de referência.
Neste tipo de discurso narrativo o narrador interfere na fala da personagem. Este conta aos leitores o que a personagem disse, no entanto o faz na 3ª pessoa. As palavras da personagem não são reproduzidas, e sim "traduzidas" na linguagem do narrador. Também é sem travessão. No fundo são apenas a junção dos dois modos verbais. A pessoa não pergunta de verdade, é o narrador que faz a pergunta com o nome do personagem.
Exemplos:
Ele ordenou que ninguém se mexesse.

Discurso Indireto Livre

Discurso indireto livre é uma modalidade de técnica narrativa, resultante da mistura dos discursos direto e indireto, sendo um processo de grande efeito estilístico.
Por meio dele, o narrador pode, não apenas reproduzir indiretamente falas dos personagens, mas também o que eles não falam, mas pensam, sonham, desejam etc. Neste caso, o discurso indireto livre corresponde ao monólogo interior das personagens, mas expresso pelo narrador.
O discurso indireto livre ocorre quando a fala do personagem aparece na fala do narrador, assim, o que se lê não é um juízo do narrador, mas o próprio comentário do personagem sem secção (como ocorre no discurso direto, por exemplo, que utiliza travessões, dois pontos, aspas etc), ou seja, sem estar separado do bloco de texto. Comumente, o discurso indireto livre aparece entremeado com o discurso indireto.
As orações do discurso indireto livre são, em regra, independentes, podendo ter ou não verbos de elocução. Quando possui verbo de elocução, fica mais nítido de se perceber que aquela frase que está ali não é do narrador, mas sim do personagem. Em geral, ele ocorre com foco narrativo em terceira pessoa, mas pode, em alguns casos (não é comum) estar em primeira. Esse discurso é muito empregado na narrativa moderna, pela fluência e ritmo que confere ao texto. O texto é escrito em terceira pessoa e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas vozes se fundem
 Veja-se o seguinte exemplo:
Que ninguém se mexesse!
Como nas noites precedentes, uma fila de agricultores se formou na porta de uma padaria e o padeiro saiu a informar que não havia pão. Por quê? Onde estava o pão? O padeiro respondeu que não havia farinha. Onde então estava ela? Os agricultores invadiram a padaria invadiram a padaria e levaram o estoque de roscas e biscoitos, a manteiga e o chocolate.

Conclusão

As palavras são importantes. E os discursos têm o poder de mudar as coisas, a vida das pessoas e as motivações. Um mau discurso pode mudar um país. Os diversos textos que circulam na sociedade nem sempre nos permitem ir além dos seus limites linguísticos e analisá-los mais profundamente. Alguns deles tornam-se obscuros na medida em que exigem de nós conhecimentos mais específicos. Este trabalho sobre nos fornece métodos teóricos eficientes para a análise de todo tipo de discurso, como também nos auxilia a ultrapassar a superficialidade da primeira leitura de um texto. O objetivo desse trabalho é, portanto, mostrar a importância do Discurso na compreensão dos enunciados, tendo eles qualquer extensão ou pertencendo a qualquer tipo ou gênero textual.


Imagens de Alves Maradona Semente
































terça-feira, 2 de setembro de 2014

Fenômeno Físico e sua Importância


Introdução

Física é a ciência que estuda a natureza em seus aspectos mais gerais. O termo vem do grego φύσις (physiké), que significa natureza. Atualmente, é dificílimo definir qual o campo de atuação da física, pois ela aparece em diferentes campos do conhecimento que, à primeira vista, parecem completamente descorrelacionados. Como ciência, faz uso do método científico. Baseia-se essencialmente na matemática e na lógica quando da formulação de seus conceitos.

Fenômeno físico

Os fenômenos físicos são aqueles onde as propriedades da matéria não se alteram ponto de fusão, ebulição, etc, e onde não haja mudança na sua constituição atômica: derretimento do gelo, ebulição, dissolução de sal ou açúcar em água, são fenômenos físicos, pois mantém suas propriedades intactas, bem como a composição química. No caso da dissolução do sal (NaCl) em água, a molécula de sal é quebrada em Na+ e Cl-, quando a água evaporar, esses íons e ânions vão se juntar novamente e reconstituir o sal.

 Se o fenômeno não modifica a composição da matéria, dizemos que ocorre um fenômeno físico. No fenômeno físico a composição da matéria é preservada, ou seja, permanece a mesma antes e depois da ocorrência do fenômeno. Exemplos de fenômenos físicos são:
· Um papel que é rasgado quando submetido a uma força.
· Um ímã que atrai a limalha de ferro devido á força magnética.
· O gelo que derrete se transformando em água liquida ao absorver calor do meio.
· Um bloco de cobre que é transformado em tubos, chapas e fios.

Obs: Em geral, os fenômenos físicos são reversíveis, ou seja, a matéria retorna a sua forma original após a ocorrência do fenômeno. Mas nem sempre é assim. Quando rasgamos um papel, por exemplo, os pedaços picados continuam sendo de papel, portando temos um fenômeno físico, porém, não podemos obter novamente o papel original e intacto apenas juntando os pedaços picados, o que nos leva a concluir que, em certos aspectos, os fenômenos físicos podem ser irreversíveis.

Fenômenos Físicos e Químicos

Fenômeno é toda e qualquer transformação que ocorre com a matéria, na qual ocorrem mudanças qualitativas na composição. Um fenômeno pode ser classificado em físico ou químico.

Fenômeno químico é todo aquele que ocorre com a formação de novas substâncias. Um fenômeno químico, como a combustão, transforma uma substância em outra, com diferentes propriedades químicas.

Fenômenos físicos são todas as transformações da matéria sem ocorrer alteração de sua composição química. É todo fenômeno que ocorre sem que haja a formação de novas substâncias.

O fenômeno químico altera a natureza da matéria. O fenômeno físico altera apenas a forma da matéria. Veja a demonstração com o papel:

Fenômeno Químico: Queimando o papel ele deixa de ser papel;

Fenômeno Fisico: Quando rasgamos o papel ele continua sendo papel mesmo tendo mudado sua forma.

Exemplos de fenômenos químicos: o enferrujamento do ferro, a respiração dos seres vivos, a fotossíntese realizada pelos vegetais clorofilados, etc. Os fenômenos químicos são também denominados reações químicas, e são descritos através de equações.

Exemplos de fenômenos físicos: a queda de um corpo, a reflexão da luz em um espelho, a dilatação dos corpos, os pontos de fusão e ebulição, a densidade absoluta, etc.

As mudanças de estado físico sofridas pelas substâncias são propriedades físicas da matéria (ponto de fusão e ebulição). A fusão do gelo e a evaporação do álcool são exemplos dessas propriedades.

Gerador de Van der Graff é um instrumento que através da força eletrostática faz com que os cabelos do indivíduo que o tocar fiquem totalmente de pé. Esse objeto consiste na exibição de um fenômeno físico.

Conclusão

A Física descreve a dinâmica e configuração das partículas fundamentais do universo. O universo é tudo que existe e é composto destas partículas. Então todos os fenômenos, eventualmente abordados em outras ciências, poderiam ser explicados em termos da física destas partículas. Seria como dizer que todos os resultados das outras ciências podem ser derivados em bases físicas.


Formação das Chuvas Ácidas


Introdução

A Chuva é um fenômeno físico que consiste na precipitação de água sobre a superfície da Terra. A chuva forma-se nas nuvens. A chuva tem papel importante no ciclo hidrológico. A quantidade de chuvas é medida usando um instrumento chamado pluviômetro, com a poluiçao atmosferica os poluentes lançados contaminam, fruto dessas reacções temos a chuva ácida.

Chuva ácida


As chuvas ácidas são um fenómeno atmosférico que teve origem na acção humana. É frequente que aconteçam fenómenos de precipitação na atmosfera, principalmente sob a forma de chuva, neve ou granizo.

 Os fenómenos de precipitação têm geralmente um pH de acidez leve. As chuvas ácidas caracterizam-se por uma acidez acima da média, uma acidez muito significativa e com valores superiores aos normais. Este fenómeno tem vindo a ser cada vez mais significativo, e é um problema que gera enormes discussões e acções de sensibilização no sentido de levar a população a contribuir para um planeta melhor e para permitir um desenvolvimento sustentavel.

Chuva ácida é caracterizada pelo seu pH abaixo de 4,5. Chuvas normais têm um pH de aproximadamente 5,6, que é levemente ácido. Essa acidez natural é causada pela dissociação do dióxido de carbono em água, formando o ácido carbônico.

 A chuva ácida é causada pelo enxofre proveniente das impurezas da queima dos combustíveis fósseis e pelo nitrogêniodo ar, que se combinam com o oxigênio para formar dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio. Estes se difundem pela atmosfera e reagem com a água para formar ácido sulfúrico e ácido nítrico, que são solúveis em água. Um pouco de ácido clorídrico também é formado.

pH

O pH ou potencial de hidrogênio iônico, é um índice que indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade de um meio qualquer. O conceito foi introduzido por Sorensen em 1909. O "p" vem do alemão potenz, que significa poder de concentração, e o "H" é para o íon de hidrogênio (H+).  Às vezes é referido do latim pondus hydrogenii.

O valor do pH é um número aproximado geralmente entre 0 e 14 que indica se uma solução é acídica (pH < 7), neutra (pH = 7), ou básica alcalina (pH > 7). É importante notar que a única substância neutra é água destilada. Uma substância completamente neutra só pode ser obtida em condições laboratoriais.

Alguns valores comuns de substancia e pH
Ácido de bateria 1.0; Suco gástrico 2.0; Suco de limão 2.4;
Vinagre 2.9; Cerveja 4.5; Leite 6.5; Água pura 7.0;  Água do mar 8.0


Origem

Os principais fenômenos naturais que contribuem para a produção de gases ácidos lançados na atmosfera são as emissões dos vulcões e processos biológicos que ocorrem na terra, pântanos e oceanos. Os efeitos da deposição ácida foram detectados nas geleiras há milhares de anos em remotas partes do globo.

As principais fontes humanas desses gases são as indústrias, as usinas termoelétricas e os veículos de transporte. Os gases podem ser carregados milhares de quilômetros pela atmosfera antes de serem convertidos em ácidos e então precipitados.

A chuva ácida industrial é um problema substancial na China, Europa Ocidental, Rússia e áreas sob a influência de correntes de ar provenientes desses países. Essas áreas queimam carvão com enxofre em sua composição para gerar calor e eletricidade.

Formação

Uma possível reação de formação da chuva ácida é a que se segue:
CO2 (g) + H2O (l) ---> H2CO3 (aq)

Evidências de um crescente aumento nos níveis de chuva ácida vêm da análise das camadas de gelos oriundos das gelerias. Elas mostram uma repentina diminuição do pH a partir da Revolução Industrial de 6 para 4,5 ou 4. Outras informações foram coletadas através dos estudos de diatomáceas que habitavam lagos. Com o passar dos anos, eles foram morrendo e sendo depositados em camadas de sedimentos no fundo dos lagos. Os diatomáceas suportam certas variações de pH, logo o número desses organismos encontrados em camadas de maior profundidade serve como indicador das mudanças de pH ao longo dos anos.

Desde a Revolução Industrial, as emissões de óxidos de enxofre e nitrogênio na atmosfera aumentaram. Indústrias e usinas termoelétricas que queimam combustíveis fósseis, principalmente o carvão, são a principal fonte desses gases. Já chegou a ser registrado variações de pH abaixo de 2,4 em áreas industriais. Esses poluidores, mais o setor de transporte, são os grandes responsáveis pelo aumento dos óxidos de nitrogênio.

O problema da chuva ácida não apenas aumentou com o crescimento populacional e industrial, mas também se espalhou. O uso de grandes chaminés a fim de reduzir a poluição local contribuiu para a disseminação da chuva ácida, liberando gases na atmosfera circulante da região. Algumas vezes, a precipitação ocorre a uma distância considerável de sua formação, sendo que as regiões montanhosas recebem a maior parte (devido às chamadas chuvas de montanha). Um exemplo deste efeito é o baixo pH das chuvas da Escandinávia comparado aos níveis de óxido que esta libera.

Há uma forte relação entre baixos níveis de pH e a perda de populações de peixes em lagos. Abaixo de 4,5, praticamente nenhum peixe sobrevive, enquanto níveis igual a 6 ou superior promovem populações saudáveis. Ácidos em água inibem a produção de enzimas que permitem com que as larvas de truta escapem de seus ovos. O baixo pH também faz circular metais pesados como o alumínio nos lagos. O alumínio faz com que alguns peixes produzam muco em excesso ao redor de suas guelras, prejudicando a respiração. O crescimento de Fitoplâncton é inibido pelos grandes níveis de acidez, e animais que se alimentam deles são prejudicados.

Muitos lagos são sujeiros ao concentrar natural de ácido Provenientes de solos ácidos. Este fenómeno pode ser desencadeado por um dado padrão de chuva que concentra o ácido. Um lago ácido com peixes mortos recentemente pode não ser prova de poluição extrema do ar.

O Enxofre

O enxofre é uma impureza frequente nos combustíveis fósseis, principalmente no carvão mineral e no petróleo, que ao serem queimados também promovem a combustão desse composto, de acordo com as seguintes reações químicas:
S (s) + O2 (g) ---> SO2 (g)                                       SO2 (g) + O2 (g) ---> 2 SO3 (g)

O enxofre e os óxidos de enxofre podem também ser lançados na atmosfera pelos vulcões. Os óxidos ácidos formados reagem com a água para formar ácido sulfúrico (H2SO4), de acordo com a equação:
SO3 (g) + H2O (l) ---> H2SO4 (aq)                     SO2 (g) + H2O (l) ---> H2SO3 (aq)

O Azoto

Os óxidos, ao reagir com água, formam ácido nitroso (HNO2) e ácido nítrico (HNO3), de acordo com as seguintes reacções químicas:
N2 (g) + O2 (g) ---> 2 NO (g)

O monóxido de azoto (NO) formado, na presença do oxigénio do ar, produz dióxido de azoto:
2 NO (g) + O2 (g) ---> 2 NO2 (g)

Por sua vez, o dióxido de azoto formado, na presença da água (proveniente da chuva), forma ácidos de acordo com a equação:
2 NO2 (g) + H2O (l) ---> HNO3 (aq) + HNO2 (aq)

Conclusão

Poderemos apontar algumas soluções que, a serem adoptadas contribuirão decisivamente para a diminuição deste problema, incentivar a utilização dos transportes coletivos, como forma de diminuir o número de veículos que circulam nas estradas. Utilizar metros (subterrâneos ou de superfície) em substituição à frota de autocarros a diesel, ou então promover a sua substituição por frotas não poluentes (com recurso a motores elétricos, por exemplo).

Incentivar a descentralização industrial. Dessulfurar os combustíveis com alto teor de enxofre antes da sua distribuição e consumo. Dessulfurar os gases de combustão nas indústrias antes do seu lançamento na atmosfera. Subsidiar a utilização de combustíveis limpos (gás natural, energia elétrica de origem hidráulica, energia solar e energia eólica) em fontes de poluição tipicamente urbanas como hospitais, lavanderias e restaurantes. Utilizar combustíveis limpos em veículos, indústrias.

Formação de Palavras


Introdução
 A língua acompanha a evolução do homem. Os avanços da civilização obrigam-na a preencher as novas necessidades de identificação de objectos, situações, progressos da ciência e, até, de emoções desconhecidas ainda sem nome. Foi assim que a língua simples e rudimentar dos povos primitivos se foi enriquecendo de forma inconsciente, lenta, mas gradualmente, com novos vocábulos que a foram tornando cada vez mais expressiva. Este enriquecimento vai sendo feito de várias maneiras. Existem dois processos básicos pelos quais se formam as palavras: a derivação e a composição.
Formação de palavras

A língua portuguesa dispõe de diferentes processos de combinação de morfemas para formar novas palavras. Para compreender esses processos precisamos retomar alguns conceitos:
§  Palavras primitivas: são aquelas que não derivam de outras palavras. Exemplos: dia, casa, flor;
§  Palavras derivadas: são aquelas que derivam de outras palavras. Exemplos: diário (de dia), casarão (de casa), floreira (de flor).
Os principais processos de formação de palavras são a derivação e a composição.

Derivação

Consiste na formação de palavras novas (derivadas) a partir de palavras já existentes na língua (primitivas). Há diferentes tipos de derivação:
- Prefixal (ou por prefixação) - ocorre quando há acréscimo de um prefixo a um radical.
Exemplos:
infiel ->
inf   +
Fiel
desleal ->
des +
Leal

prefixo
Radical

prefixo
radical

- Sufixal (ou por sufixação) - ocorre quando há acréscimo de um sufixo a um radical.
Exemplos:
felizmente->
feliz +
Mente
espaçosa ->
espaç +
Osa

radical
Sufixo

radical
Sufixo
- Parassintética (ou por parassíntese) - ocorre quando há acréscimo simultâneo de um prefixo e um sufixo a um radical.
Exemplos:
entardecer->
en +
tard +
Ecer
Empalidecer->
em +
palid+
ecer

prefixo
radical
Sufixo

prefixo
Radical
sufixo



Para que haja a derivação parassintética é necessário o acréscimo simultâneo do prefixo e do sufixo ao radical. Para comprovar se ocorreu a parassíntese, basta retirar o prefixo ou o sufixo e verificar se a forma que sobrou constitui uma palavra existente na língua. Se a forma que sobrou não tiver sentido, a palavra foi formada por derivação parassintética.

Exemplo:
(en)tristecer: tristecer - palavra inexistente na língua entrist(ecer)
entrist - palavra inexistente na língua. Portanto a palavra entristecer foi formada por derivação parassintética. Caso a forma que sobrou da eliminação do prefixo ou do sufixo seja uma palavra existente na língua, terá sido formada por derivação prefixal e sufixal.

Exemplo:
(in)felizmente: felizmente - palavra existente na língua
infeliz(mente): infeliz - palavra existente na língua
Portanto a palavra infelizmente foi formada por derivação prefixal e sufixal, ou seja, acréscimo não simultâneo de prefixo e sufixo.

- Regressiva - ocorre quando a palavra nova é formada pela redução da palavra primitiva. Esse tipo de derivação forma principalmente substantivos a partir de verbos.

Palavra primitiva
Palavra derivada por derivação regressiva
Chorar
Choro
Combater
Combate
Criticar
Crítica
Castigar
Castigo

- Imprópria (ou conversão) - ocorre quando há mudança da classe gramatical de uma palavra primitiva sem alterar sua forma.
Exemplo: O jantar estava ótimo. (A palavra jantar é um verbo, mas na frase funciona como substantivo). Ninguém entendeu um o porquê da discussão. (A palavra porque é uma conjunção, mas na frase funciona como substantivo).

Composição

Ocorre quando a palavra é formada pela união de dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer por justaposição ou por aglutinação.

§  Justaposição - ocorre quando não há alteração dos radicais que se unem. Exemplo: passatempo, pé-de-moleque, couve-flor, pontapé;

§  Aglutinação - ocorre quando há alteração em pelo menos um dos radicais que se unem.

Exemplo:
§  planalto (plano + alto)
§  embora (em + boa + hora)
§  aguardente (água + ardente)


Conclusão

Dispomos de um considerável acervo linguístico e fazemos uso dele nas situações de interação comunicativa que norteiam o cotidiano, sem dúvida. No entanto, usufruir de tal aspecto parece não bastar quando nos colocamos na condição de usuários da língua e, assim sendo, precisamos estar mais familiarizados acerca dos fatos que norteiam os assuntos prescritos pela gramática. Pensando assim, algumas palavras, em se tratando das intenções propostas nesse nosso encontro, subsidiam-nos de forma incomparável.